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  • Jul 28th 2017

    As pessoas com diabetes descrevem a alimentação como uma das maiores dificuldades na hora de controlar sua condição. Tanto no início, como em visitas posteriores de acompanhamento e educação em diabetes, as perguntas e erros mais frequentes estão relacionados com o que se pode e não pode comer, ou melhor, com o que se deve ou não comer.

    O plano de alimentação de uma pessoa com diabetes baseia-se na manutenção de uma dieta equilibrada e saudável (a mesma que deveria seguir a população em geral). Não fazer esta consideração, leva-nos a um dos principais erros: Pensar que as pessoas com diabetes devem comer de forma diferente. Tradicionalmente, temo-nos centrado na restrição de alimentos em vez de ensinar e fortalecer hábitos alimentares saudáveis.

    Outro erro relacionado com os alimentos é reduzir drasticamente a ingestão de alimentos que contenham hidratos de carbono tais como pão, cereais, arroz, massas... Muitas pessoas com diabetes identificam tais alimentos como "maus", eliminando-os da sua dieta. Este tipo de alimentos ricos em hidratos de carbono, são uma importante fonte de energia para o nosso organismo e devem fazer parte de um plano de alimentação saudável. Pode ser que em função do controlo da glicemia seja necessário controlar as quantidades, mas não suprimi-las completamente.

    Em oposição a isto, há também o erro de acreditar que, como é uma alimentação saudável, posso comer tudo o que queira. Existem alimentos saudáveis ​​(como frutas que aportam fibras, vitaminas e minerais) que podemos comer, mas devemos ter em conta a quantidade de hidratos de carbono que eles contêm.

    É essencial ensinar à pessoa com diabetes uma série de conhecimentos básicos que vão ajudar na tomada de decisões para controlar a sua diabetes. Um deles é saber o que são hidratos de carbono e como diferenciar os alimentos que os contêm. Algumas pessoas com diabetes têm dificuldade em distinguir se um determinado alimento contém ou não hidratos de carbono. Quando os hidratos de carbono são digeridos, são convertidos em glicose e os nossos níveis de glicemia aumentam, portanto, distinguir quais alimentos que contêm hidratos de carbono será uma grande ajuda no controlo da diabetes.

    A rotulagem dos alimentos é também uma fonte comum de erros, é importante saber ler e interpretar a informação nutricional:
     

    • Alimentos sem adição de açúcares não significa alimentos sem açúcar. Se falamos de alimentos sem adição de açúcares, queremos dizer que nenhuma quantidade de açúcar foi adicionada além daquela que contém o alimento natural.
    • Que no rótulo do alimento diga "sem açúcar" não significa que não contém hidratos de carbono. No rótulo de informação  nutricional que devem trazer os alimentos comercializados é importante olhar para o total de hidratos de carbono que contém o produto, para saber o efeito que pode ter sobre os níveis de glicose no sangue.

    Os conhecimentos sobre alimentação devem fazer parte do processo educativo que o paciente irá realizar ao longo da sua vida, pois ajudam a tomar decisões e minimizar os erros relacionados com o consumo de alimentos.

    Em conclusão, se tem diabetes:
     

    • Deve seguir uma dieta equilibrada e saudável, como o resto da população, que lhe permita manter um peso corporal ótimo e atingir as metas individualizadas de controlo da glicemia, pressão arterial e lípidos.
    • Pode comer alimentos que contêm hidratos de carbono (frutas, pão, massas, cereais ...). Formam parte de um plano de alimentação saudável e são uma importante fonte de energia. Deve controlar a quantidade mas não eliminá-los da dieta.
    • É importante ter claro quais alimentos que contêm hidratos de carbono e qual a proporção. Muitas pessoas associam os hidratos de carbono apenas às batatas, pão, massas ou arroz quando, na verdade, eles estão presentes (em diversos graus) na maior parte dos alimentos que ingerimos.
    • Veja o rótulo dos alimentos. Cuidado com os produtos sem açúcares e/ou alimentos sem adição de açúcares. Os hidratos de carbono totais são aqueles que determinarão o aumento da glicose no sangue.
    • Verifique com a sua equipa de saúde o plano alimentar mais adequado para o seu tratamento.

     

    Marcos Pazos Couselo
    Unidade de Tecnologia em Diabetes
    Serviço de Endocrinologia e Nutrição
    Polo Hospitalar Universitário de Santiago de Compostela

    American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes. Diabetes Care. 2016; 39: Suplemento 1.
    Ramos I, Girbés J. Conocimiento del contenido de hidratos de carbono de los alimentos en pacientes con diabetes tratados con insulina. Resultados de uma pesquisa. Av Diabetol. 2009; 25: 305-9.
    Hanson K, Peterson A. 16 myths of a diabetic diet. American Diabetes Association. 2007; 2nd ed.

     

    Adaptado do artigo de abbottdiabetescare.es

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  • Jul 10th 2017

    É tempo de sair, caminhar, correr, andar de bicicleta, os ginásios estão cheios... parece que com a chegada do verão, estamos mais motivados do que nunca para fazer exercício físico.

    O desporto é recomendado para toda a população, tenha ou não diabetes, por causa dos muitos benefícios que oferece para a nossa saúde. Além disso é também considerado um dos pilares básicos no tratamento de pessoas com diabetes.

    Ao realizar qualquer tipo de desporto devem ter-se em conta uma série de recomendações adaptadas a cada situação, duração e intensidade do exercício a realizar.

    • É necessário medir a glicose frequentemente para saber como o tipo de exercício influencia a nossa glicemia e quais as modificações mais acertadas para cada tipo de exercício ou desporto:
      • Glicemia <70mg/dl não é recomendado exercício.
      • Glicemia 70-99mg/dl é recomendado comer antes de fazer exercício.
      • Glicemia entre 100-250mg/dl pode ser feito exercício sem comer previamente.
      • Glicemia> 250mg/dl, não fazer exercício e medir corpos cetónicos.
    • Em indivíduos que tomam insulina ou secretagogos, o exercício físico pode causar hipoglicemia se a dose de medicação ou ingestão de hidratos de carbono não for alterada.
    • Se os valores antes de realizar o exercício forem ≤ 100mg/dl deve-se fazer uma ingestão extra de hidratos de carbono, tais como frutas, sumos, barras energéticas ou bebidas isotónicas.
    • Deve manter-se uma hidratação adequada, sendo a água a primeira bebida de eleição.


    Um bom controlo da diabetes assegura um equilíbrio entre alimentação, atividade física e insulina (ou outros tratamentos).

    Ao fazer exercício aumentamos o consumo de glicose pelo que, dependendo da atividade, deveremos ajustar a ingestão diária de hidratos de carbono porque se não tomarmos a quantidade suficiente, podemos começar a esgotar as nossas reservas.

    Quando o exercício for mais de 45-60 minutos ou de média ou alta intensidade, devemos prestar atenção a estes aspetos.
     

    • Se forem realizadas 3-5 sessões semanais durante uma hora: 4-5g HCO/kg de peso corporal.
    • Se forem realizadas > 5 sessões de uma hora: 5-6g HCO/kg de peso corporal.
    • Se forem realizadas > 5 sessões semanais de 2 horas: 7-8g HCO/kg de peso corporal.
    • Se forem realizadas > 5 sessões de mais de 2 horas: 8-10g HCO/kg de peso corporal.


    Atenção! Antes, durante e após a atividade, devem ser feitas as seguintes adaptações:
    A refeição antes do exercício deve incluir alimentos ricos em hidratos de carbono, junto com uma parte dos alimentos ricos em proteína. Desta forma, a energia desses alimentos estará disponível para o organismo ao longo da atividade. É aconselhável que esta refeição seja feita 2-3 horas antes do início da atividade (se é pequeno almoço, será suficiente 1-2 horas antes). Esta recomendação também se aplica a pessoas tratadas com insulina.

    Se o exercício é feito logo após uma refeição, haverá uma maior probabilidade de a hipoglicemia surgir. Antes do exercício deve ser verificado o nível de glicose e, caso seja inferior a 100mg/dl, deve ser tomado um suplemento de hidratos de carbono de absorção lenta 15-20g (se está a receber tratamento com insulina ou secretagogos).

    Durante o exercício, devem tomar-se alimentos dependendo do tipo e duração da atividade.
     

    • Se o exercício durar menos de 30 minutos pode não haver necessidade de tomar qualquer alimento.
    • Quanto maior for a intensidade do exercício, maior será a quantidade de glicose consumida e menor será a de gordura, pelo que com o aumento da intensidade, será necessário fazer modificações na alimentação.

    Após o exercício deve-se garantir a reposição de HCO, de preferência os de baixo índice glicémico. Se a glicose for inferior a 120mg/dl, ingerir 15 a 20g/HC (se estiver a receber tratamento com insulina ou secretagogos). O objetivo é recuperar o mais rapidamente possível as reservas de energia, a fim de lidar nas melhores condições possíveis com o exercício físico no dia a seguir e prevenir a hipoglicemia após o exercício.

    No caso de hipoglicemia recomenda-se seguir a regra do 15x15: Ingerir um alimento que proporcione 15 gramas de hidratos de carbono de absorção rápida e esperar 15 minutos até os níveis de glicose serem restaurados. Se não for resolvido, repetir o processo.

    Encontramos 15 gramas de hidratos de carbono em: 1 pacote e meio de açúcar, um copo de sumo de fruta ou bebida isotónica, uma bisnaga de gel de glicose ou 2-3 comprimidos de glicose.

    Devemos ter em conta o tipo de alimentos ingeridos para resolver a hipoglicemia porque alimentos como bolos, doces, bolachas, chocolate... além de açúcares têm uma grande quantidade de gordura que impede a sua absorção, pelo que leva mais tempo até o açúcar chegar ao sangue e mantém os sintomas de hipoglicemia durante mais tempo.

    Recomenda-se levar sempre consigo um suplemento de hidratos de carbono para o caso de ocorrer hipoglicemia: sumo de fruta, barrinha energética, géis de glucose, comprimidos... ter sempre qualquer coisa perto para resolver uma emergência.


    Para qualquer dúvida sobre diabetes, consulte sempre o seu profissional de saúde.

    Fontes:
    1-Standards of Medical Care in Diabetes-2016. Diabetes Care. 2016 Jan;39 Suppl 1:S4-119
    2- Standards of Medical Care in Diabetes-2015. Diabetes Care 2015; 38 (Suppl.1): S1-94
    3- Endocrinol Nutr. 2015 Jun-julho; 62 (6): e73-93 


    Cristina Porca Fernández
    Dietista-Nutricionista. Polo Hospitalar Universitário de Ferrol.

    Adaptado do artigo de abbottdiabetescare.es
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  • Jun 20th 2017

    Pode ser lido em vários lugares e o médico não para de repetir: controlar a glucose várias vezes ao dia! Mas... Porquê tanta insistência? Porque é tão importante? O que é esse "controlo"?

    Vamos explicar: quando os médicos ou outros profissionais de saúde pedem para "controlar a sua glucose" referem-se a que deve manter o nível de glucose dentro dos parâmetros estabelecidos pelos profissionais de saúde.
    Quando o nível de glicemia (açúcar) é alto ou baixo pode desencadear problemas de saúde a curto prazo. Já sentiu uma "quebra" sem motivo? Provavelmente foi devido a baixos níveis de glucose. A alteração dos níveis de açúcar pode provocar hipoglicemia, hiperglicemia ou cetoacidose diabética. Portanto, é essencial aprender a adquirir uma rotina de controlo que em breve será intuitiva e simples.
    A forma de saber qual é o nosso nível de glucose (açúcar) é verificar o seu nível várias vezes ao dia com um medidor de glucose ou glicómetro.

    Não se esqueça de registar os resultados; desta forma, poderá fazer as modificações necessárias ao seu "plano de tratamento" para a diabetes com base na sua evolução contínua e nas recomendações do seu profissional de saúde. Os profissionais de saúde que cuidam da sua diabetes determinam quando e quantas vezes deve controlar o seu nível de glucose no sangue.

    O medidor de glucose dirá qual é o seu nível de açúcar no momento em que realizar o teste. Outro tipo de análise para ver se a sua diabetes está bem controlada é o teste de hemoglobina glicosilada (também conhecida como hemoglobina A1c ou HbA1c). Este teste ajudá-lo-á, a si e ao seu médico, a saber como foram os seus níveis de glucose durante os 2 ou 3 meses anteriores à análise.

    Porque devemos controlar regularmente a glucose?

    A autoanálise de glucose permite obter informações atualizadas sobre o seu estado e verificar a influência das refeições e da alimentação na glucose, além de controlar a influência positiva da atividade desportiva moderada na sua saúde. Outro aspeto que deve ser ressaltado é a regularidade dos controlos de glucose: Ser rigoroso com a frequência e horários, seguindo as recomendações da sua equipa de saúde. Não se esqueça que cada pessoa é diferente, e não há qualquer esquema de tipo de controlo válido para todos os diabéticos. Somente o seu profissional de saúde tomará a decisão de quantas vezes eles devem ser efetuados. Para qualquer dúvida sobre a sua diabetes, consulte sempre com o seu profissional de saúde.

     Adaptado de abbottdiabetescare.es

     

     

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