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  • Jun 20th 2017

    Pode ser lido em vários lugares e o médico não para de repetir: controlar a glucose várias vezes ao dia! Mas... Porquê tanta insistência? Porque é tão importante? O que é esse "controlo"?

    Vamos explicar: quando os médicos ou outros profissionais de saúde pedem para "controlar a sua glucose" referem-se a que deve manter o nível de glucose dentro dos parâmetros estabelecidos pelos profissionais de saúde.
    Quando o nível de glicemia (açúcar) é alto ou baixo pode desencadear problemas de saúde a curto prazo. Já sentiu uma "quebra" sem motivo? Provavelmente foi devido a baixos níveis de glucose. A alteração dos níveis de açúcar pode provocar hipoglicemia, hiperglicemia ou cetoacidose diabética. Portanto, é essencial aprender a adquirir uma rotina de controlo que em breve será intuitiva e simples.
    A forma de saber qual é o nosso nível de glucose (açúcar) é verificar o seu nível várias vezes ao dia com um medidor de glucose ou glicómetro.

    Não se esqueça de registar os resultados; desta forma, poderá fazer as modificações necessárias ao seu "plano de tratamento" para a diabetes com base na sua evolução contínua e nas recomendações do seu profissional de saúde. Os profissionais de saúde que cuidam da sua diabetes determinam quando e quantas vezes deve controlar o seu nível de glucose no sangue.

    O medidor de glucose dirá qual é o seu nível de açúcar no momento em que realizar o teste. Outro tipo de análise para ver se a sua diabetes está bem controlada é o teste de hemoglobina glicosilada (também conhecida como hemoglobina A1c ou HbA1c). Este teste ajudá-lo-á, a si e ao seu médico, a saber como foram os seus níveis de glucose durante os 2 ou 3 meses anteriores à análise.

    Porque devemos controlar regularmente a glucose?

    A autoanálise de glucose permite obter informações atualizadas sobre o seu estado e verificar a influência das refeições e da alimentação na glucose, além de controlar a influência positiva da atividade desportiva moderada na sua saúde. Outro aspeto que deve ser ressaltado é a regularidade dos controlos de glucose: Ser rigoroso com a frequência e horários, seguindo as recomendações da sua equipa de saúde. Não se esqueça que cada pessoa é diferente, e não há qualquer esquema de tipo de controlo válido para todos os diabéticos. Somente o seu profissional de saúde tomará a decisão de quantas vezes eles devem ser efetuados. Para qualquer dúvida sobre a sua diabetes, consulte sempre com o seu profissional de saúde.

     Adaptado de abbottdiabetescare.es

     

     

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  • May 31st 2017

    1. O álcool é perigoso para uma pessoa com diabetes?


    Regra geral, não é recomendado beber álcool regularmente, devido ao seu efeito hipoglicémico. Se lhe apetece uma bebida alcoólica, deverá ter isto em conta.


    2. Preocupo-me com as doenças cardiovasculares. Como posso evitá-las?

    Novamente, o segredo está em seguir uma alimentação completa e equilibrada, reduzir as gorduras saturadas e o sal, fazer exercício físico, controlar o peso e o colesterol e não fumar.

    Além da monitorização da glicose, é preciso determinar o nível de HbA1C pelo menos duas vezes por ano para controlar o nível médio de glicose no sangue ao longo dos últimos 2-3 meses. Também é necessário medir a tensão arterial, pelo menos uma ou duas vezes por mês, e os níveis de colesterol, pelo menos duas vezes por ano.

    E, acima de tudo, seguir as indicações terapêuticas do seu profissional de saúde.


    3. Tenho diabetes: o que devo fazer para preservar os meus olhos?

    A chave é a prevenção. Identificar e tratar a tempo os problemasajuda a evitar problemas nos olhos. Os especialistas salientam que o principal problema que pode ocorrer é a retinopatia diabética. Manter a glicemia dentro dos níveis recomendados pelo profissional de saúde e controlar a tensão arterial pode prevenir ou retardar o aparecimento da retinopatia diabética. Lembre-se que é importante a vigilância oftálmica periódica (uma vez por ano), para identificar complicações antecipadamente.

    Se em algum momento sentir sinais de alteração de visão (tais como problemas de leitura ou visão turva), deve consultar o seu profissional de saúde.


    4. Porque é importante cuidar dos pés em pessoas com diabetes?

    O pé é um dos maiores quebra-cabeças para as pessoas com diabetes. A má circulação e menor sensibilidade nos pés têm como consequência maior facilidade de ulceração e infeção das úlceras. Por isso deve periodicamente examinar os seus pés, procurar feridas ou zonas vermelhas.

    Não se esqueça da higiene! Tenha sempre os pés limpos e as unhas cortadas. Tenha cuidado com o calçado, evite pancadas e bolhas e, caso apareçam calos ou outros problemas, consulte um podologista.


    5. O médico mandou, mas ... Porque tenho de medir a glicose várias vezes ao dia?

    É possível que o profissional de saúde lhe tenha pedido para medir os níveis de glicose em vários momentos do dia para estabelecer o seu "perfil glicémico". Estas determinações podem ser feitas:

    • Antes do pequeno-almoço, almoço e jantar.
    • 1 a 2 horas após o pequeno-almoço, almoço e jantar.
    • Antes de ir para a cama.
    • Às três da manhã.


    Estas medições são importantes para poder controlar os níveis de glicose e, desta forma, tomar as decisões necessárias a atingir autocontrolo da diabetes.


    6. É importante examinar a boca? Como e quando o devo fazer?

    Um excesso de glicose no sangue devido a diabetes pode causar dor, infeção e outros problemas na boca.

    Pode manter a sua boca saudável, seguindo estes passos:

    • Certifique-se de que os seus níveis de glicose no sangue permanecem dentro do intervalo definido pelo seu profissional de saúde.
    • Coma de forma saudável e siga o plano de alimentação recomendado pelo seu profissional de saúde.
    • Escove os dentes pelo menos duas vezes ao dia, com pasta de dentes com flúor e uma escova macia, fazendo movimentos circulares curtos.

    Para qualquer dúvida sobre a diabetes, consulte sempre o seu profissional de saúde.

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  • May 19th 2017

    Nos manuais de Sexologia Clínica pode observar-se que a diabetes aparece como factor de risco para o desenvolvimento de muitas disfunções sexuais. É verdade que tal pode acontecer mas, sempre de acordo com o desenvolvimento da doença e/ou fraco controlo da mesma. As disfunções sexuais são dificuldades que se apresentam em quaisquer das fases em que podemos dividir a resposta sexual. De forma a utilizar uma divisão linear simples, vamos voltar ao instituído por Masters e Johnson, que tem chegado à atualidade com algumas modificações e que estabelece a resposta sexual fisiológica em várias fases: excitação, orgasmo e resolução. Ao adicionar a "fase" do desejo, que pode realmente ocorrer a qualquer momento e que, de alguma forma, promove o impulso sexual, estão completos todos os aspetos que podem ver-se alterados pela diabetes do ponto de vista fisiológico.


    Todas as doenças são susceptíveis de afetar o desejo sexual em aspetos não estritamente físicos. Dependendo da personalidade, das ideias pré-concebidas sobre a doença, a autoimagem corporal é muitas vezes modificada quando as pessoas são diagnosticadas com qualquer processo patológico. Se a autoestima é afetada, pode gerar-se um sentimento de medo da rejeição que, inconscientemente, faz com que sejam evitadas situações que envolvam contato físico e erótico. O baixo nível de desejo deve-se então a esses sentimentos e ao evitar inconsciente, não só pelo doente mas também pelo seu parceiro, que às vezes não sabe bem como se comportar. Falar com o médico sobre as questões relacionadas com a sexualidade das pessoas com qualquer diagnóstico e ter oportunidade de fazer perguntas sobre se a doença pode ou não levar a mudanças na esfera sexual, ajuda a prevenir medos infundados e a "colocar sobre a mesa" uma questão que deve ser abordada também como casal.


    A comunicação é essencial e, embora a relação esteja apoiada em anos de convivência, a reação das pessoas perante acontecimentos vitais pode ser diferente, e perante a doença também. Outro aspeto que afeta o desejo do ponto de vista não puramente físico é a mudança que uma doença pode incutir no ritmo vital da pessoa com diabetes, do seu parceiro e/ou família. Isto é mais comum em doenças crónicas no início do seu diagnóstico, até que ocorram as primeiras adaptações, ou quando surgirem dificuldades que alterem as prioridades vitais.


    A diabetes, como processo crónico, pode exigir uma abordagem específica à sexualidade do casal, a fim de fornecer recursos para adaptação e prevenção. O baixo nível de desejo também pode conduzir a dificuldades na fase de excitação. Os processos fisiológicos envolvidos na excitação sexual são os mais afetados na diabetes, especialmente quando não é bem controlada ou tem complicações. No homem referem-se principalmente à ereção e nas mulheres à falta de lubrificação em resposta à estimulação sexual. A ereção é causada pela dilatação do tecido vascular do pénis, permitindo que o sangue encha o corpo cavernoso, em resposta a estímulos neuronais de excitação. Para ocorrer de forma eficaz, o estímulo deve ser adequado, a neurotransmissão do mesmo também e os vasos sanguíneos devem estar saudáveis e funcionais. Às vezes um problema de disfunção erétil é um sintoma sentinela de diabetes ainda não diagnosticada; mas, uma vez controlados os níveis de glicemia, as dificuldades costumam diminuir, se não há outros fatores associados (hipertensão, tabagismo, idade acima de 45-50 anos, medicações concomitantes...).


    Em geral, a diabetes bem controlada não deve em si mesmo ser um problema para a ereção e se for, pode sempre recorrer a medicamentos indicados para a disfunção eréctil, sem prejuízo dos níveis de glicemia ou controlo da doença. A prescrição desses medicamentos deve ser feita pelo médico, que também deve fornecer uma série de conselhos para melhorar a satisfação nos encontros sexuais. A falta de lubrificação na mulher é causada pelo mesmo mecanismo: a alteração da vascularização da região genital. Pode ser tratada com produtos hidratantes/regeneradores locais e lubrificantes durante as relações sexuais, se não houver outros fatores associados, como nível baixo de estrogênio no sangue devido à menopausa, o uso de certos contraceptivos hormonais, ou a presença de infecções vaginais crónicas. É uma característica da diabetes mal controlada, seja da mulher ou do seu parceiro, a aparição recorrente de candidíase vaginal (fungos), que responde mal ou brevemente a tratamento específico. Se a glicemia e glicosúria são controladas, o problema normalmente costuma diminuir, bem como o das infecções urinárias recorrentes. Quando a diabetes não é bem controlada, é preferível usar um preservativo nas relações heterossexuais para prevenir que esta infecção (que geralmente não é sexualmente transmissível) seja transmitida entre o casal.

    Sa diabetes tem uma longa evolução e se aparecem complicações neurológicas ou vasculares, pode ser mais complexo tratar com sucesso estas disfunções, além de surgirem outros incidentes, tais como dificuldade em atingir o orgasmo, em ambos os sexos. Note que: o controlo metabólico e a atuação/prevenção de problemas que possam surgir é a melhor maneira de manter uma vida sexual plena e satisfatória para as pessoas que sofrem de diabetes.

    Para quaisquer questões sobre diabetes, consulte sempre o seu profissional de saúde.

    Adaptado do artigo de abbottdiabetescare.es:

    Ana Rosa Jurado
    Doutora em Medicina. Mestrado em Sexologia.
    Coordenadora do Grupo de Atenção à Mulher e Secretária do Grupo de Sexologia de SEMERGEN. Academia Espanhola de Sexologia e Medicina Sexual.

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